quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Sai fora
Eu corri, virei o rosto e abaixei os olhos, mas certos brilhos não são de se deixar parar por essas coisas.
E mais tarde, olhando lembranças, disse a mim mesma que já ia passar e que brilhos vem e vão. Mas estava errada.
Esse brilho bobo, chegou meio sem jeito, e com tudo que trouxe junto, fundiu-se à luz do sol, levando-a embora quando saía. Fez-me deixar de lado por um dia ou dois um caderno ou um controle, (mas nunca uma caixa de bombom) e viver meio flutuando, até bater com a primeira placa.
A placa dizia "SAI FORA".
"Sai fora da luz, corre longe desse brilho que está escurecendo tua mente. Deixe de lado. Quem sabe um dia, quando brilhar menos..."
Mas o brilho que inundava apenas meus olhos, entrou em meu coração (e eu admito que a porta estava destrancada), e pela circulação chegou aos pulsos, prendeu-me as mãos e deixou-me de canto, com uma felicidade louca, exalando um brilho que um dia vai embora.
E aí quem sabe eu aprenda a, quando ver um brilho, correr como se disso custasse a minha vida, porque afinal é o que custa.
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