sexta-feira, 8 de março de 2013

E se você morrer amanhã?

Vou morrer feliz, mesmo sem ter feito "nada", porque estava fazendo exatamente o que queria estar fazendo: correndo atrás dos meus sonhos. E pagando o preço por isso também: morar longe dos meus pais, ter que economizar, almoçar no restaurante popular, sofrer com gastrite, dor nas costas, enxaqueca, viver à base de café e não saber o que é um salão de beleza há pelo menos três meses. Mas mesmo se eu morrer amanhã, tudo isso valeu a pena. Valeu a pena cada lágrima, cada folha rasgada, amassada, apagada e reescrita. Valeu a pena a dor nos pés, o sono, cada festinha perdida, cada noite mal dormida; porque eu estava na direção certa, seguindo em frente, sempre em frente. 
É a sensação de dever cumprido. Não o dever de passar no vestibular ou conseguir um bom emprego ou algo assim. O dever de fazer exatamente o que eu devo - e quero - fazer.