quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Recomeço
Tudo que eu digo sem falar, o que eu falo sem dizer. Cada palavra esta programada pra significar nada. Uma dor de cabeça sem motivo, que eu sei muito bem de onde veio: de pensamentos presos, segredos que nunca foram contados e idéias que não vão nunca ser verdade.
Olhos semicerrados, não se deixam analisar por ninguém, nada refletem. Um sorriso meio de lado que aparece pra despistar algumas perguntas sem resposta. E como faz falta um abraço!
Não aquele com olhar questionador, nem com palavras de livros de auto-ajuda. Juro que nesse momento queria aquele abraço, lembra? Aquele abraço protetor, companheiro -silenciosamente dizendo tudo- com um jeito meio infantil, e um afago nas costas.
Juro que precisava daquela risada, daquela piada. Juro que precisava dele, e juro que sou covarde demais pra admitir.
Tudo confuso, uma sensação se mistura à outra e a luz do relógio me faz lembrar que amanhã vou fazer tudo errado de novo. Amanhã.
Uma risada forçada, uma piada forçada. Um esquecer forçado. Tudo de novo amanhã, tudo igual. Sempre assim. Por que só existe um jeito de eu ser autêntica de novo: recomeçar.
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