quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Monotonia

Não é assim, pelo menos não pra mim. Sou de fantasias e sonhos, e flores, e delicadezas, e sutilezas que não se encaixam nessa história. 
 E você nem sabe, mas eu preciso de algo constante. Sempre tive medo de montanha-russa, gosto do bom e velho carrossel: seguro e calmo. Mas você me disse esses dias que isso é monótono, monocromático; disse que vai fazer o que quiser, seguir seu coração sem pensar no amanhã. E eu disse, nesse mesmo dia, que eu tenho um alvo. Um alvo, e responsabilidades, e sonhos, depositados sobre os meus ombros, e eu não os posso deixar cair.
 Viu como eu sou de fantasias? Você deve ainda estar dormindo -são 10:30 da manhã- e eu estou aqui, pensando e remoendo, e sonhando, e sofrendo. Por um "não" esses dias, que, ao contrário da certeza que expressava, encheu de dúvidas meu coração.
 Mas me ligue qualquer dia. Marque um almoço, ou um jantar. Marque um suco ou qualquer coisa, pra sentar na traseira do carro e conversar sobre tudo, sobre nada; pra perder horas numa coisa que eu acho tão segura e você acha tão monótona: nossa amizade.






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